quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A noite











Cristiano Silva Rato*

Sou sim,
o esquecer vivendo,
o vivido esquecido.

Cada um no altar,
no expoente o esprimido.

Nos fatos, uma cena,
que rema contra a corrente do rio.

Me testo no sol poente,
encaro a morte, canto repente.

À noite,
sou o poeta,
sou o poema.

À noite,
quando a lua brilha,
sou a própria pena,
uma febre na espinha.

*cristpsilva@gmail.com