quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Caos











*Cristiano Silva Rato

Prólogo

Não estranhe a canção (sei que vai estranhar). É só mais um grito esperando a dor certa para ser decifrado. E nessa, lerá, tal qual o silêncio de uma garota ou um velho, ambos sujos, gritando sem parar na esquina: "Depois de derramar piche, forjando novas veias, o vírus do consumo (Vc1), junto à sua trupe de bactérias e seres acéfalos, continuará sua proliferação, entupindo de cinza nossos dias."

Capítulo I

Talvez eu saiba: o certo está errado.
A gramática é a vida e a ordem é um engano,
Talvez saiba: cada deus tem seu diabo.

Talvez... a morte não exista.

Saiba ainda que a poesia não é minha.
Nós, eu, éramos, fomos perdidos, no cheio, no nada.
Talvez saiba que eu não sei se existo.

*cristpsilva@gmail.com