sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Infiltração











Larissa Minghin*

Molhada me entrego
ao divino contato
do corpo contado
em voz baixa.

Molhada me entrego
ao gole,
saliva da boca
e amanheço
teu molhado gosto
em mim.

Molhada me transformo,
antes mesmo
dos olhos molharem
outra vez.

Molhada,
água sua, água suada.

Molhada morada do amor.

*laraminghin@gmail.com